Mês da Herança hispano/latina: Independência ou…

No dia 7 de setembro deste ano celebraremos 193 anos de independência do Brasil, processo que, segundo a história, teve início em 7 de setembro de 1822, dia em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”, quando D. Pedro I, impelido pelas circunstâncias, pronunciou a expressão Independência ou morte, rompendo os laços de união política com Portugal.

Penso que, apesar da declaração de independência, esta não se concretiza pela pronúncia de simples palavras, mas é conquistada pela implementação de uma série de ações que efetivamente demonstrem que somos uma nação livre, independente e democrática. Ações praticadas por homens e mulheres, denominados/as de cidadãos/ãs.

Ser cidadão/ã é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho justo, à saúde, a uma velhice tranquila (1).

Pois bem, onde a igreja se insere na missão de efetivamente proclamar a independência? Respondo citando uma das bases do Credo Social da Igreja Metodista: 10 - Cremos que ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e todos  e todas que nele habitam; por isso proclamamos que o pleno desenvolvimento humano, a verdadeira segurança e ordem sociais só se alcançam na medida em que todos os recursos técnicos e econômicos e os valores institucionais estão a serviço da dignidade humana na efetiva justiça social (2) .

Nunca é demais lembrar o que nosso Credo Social traz sobre a responsabilidade civil:

1 - A Igreja Metodista reconhece que é sua tarefa docente capacitar os membros de suas congregações para o exercício de uma cidadania plena.

2 - O propósito primordial dessa missão é servir ao Brasil por meio da participação ativa do povo metodista na formação de uma sociedade consciente de suas responsabilidades.

3 - A sociedade consciente de suas responsabilidades desenvolvese em três níveis básicos:

a) de responsabilidade da comunidade como um todo perante Deus, especialmente na criação de condições de igual participação de todos os seus membros;

b) de responsabilidade do cidadão e da cidadã para com a justiça e a ordem públicana comunidade;

c) de responsabilidade dos/das que exercem o governo quanto ao uso que fazem do poder (3) .

Enxergo aqui a direção clara dada ao povo chamado metodista para o exercício pleno de sua cidadania. Temos que nos comprometer por meio de uma participação ativa e consciente, o que só é possível quando nos engajamos e nos submetemos ao processo de transformação de nosso caráter, necessário para que o fruto do Espírito se manifeste em nós.

Vejam que estou falando de transformação e não de mudança. Aquela é fruto de comprometimento e é duradoura. Esta é passageira e circunstancial.

Permitamos que Deus transforme nossa vida de tal maneira que não nos calemos diante das injustiças sociais, da moralidade corrompida e pervertida, da criminalidade que permeia todos os níveis da nossa sociedade. Insta frisar que as nossas ações ecoam muito mais alto que nossas palavras, vale dizer, se queremos a transformação do nosso país, nossa vida precisa impulsionar os outros para a conquista desse objetivo, o que só é possível com a ação de Deus.

Não podemos perder de vista que antes de sermos cidadãos/ãs brasileiros/as, nós somos cidadãos/ãs do Reino de Deus que, segundo o Salmo 15: é íntegro em sua conduta, pratica a justiça, fala a verdade, não difama, não faz mal ao seu semelhante, não profere calúnia, que honra os/ as que temem ao Senhor, que mantém a sua palavra, que não empresta visando ao lucro e que não aceita suborno.

Que Deus nos dirija e que, como cristãos/ãs autênticos/ as, sejamos instrumento da concretização da verdadeira independência de nossa nação, porque feliz é a nação cujo Deus é o Senhor – Salmo 33.12.

 

(1) http://www.dedihc.pr.gov.br/modules/ conteudo/conteudo.php?conteudo=8

(2) Cânones 2012/2016 – pág. 54

(3) Cânones 2012/2016 – págs. 58/59

 

*  Eni Domingues Presidente Comissão Geral de Comissão e Justiça. Para lê o articulo original publicado no Expositor Cristão abra o seguinte enlace: http://www.metodista.org.br/content/interfaces/cms/userfiles/files/20-CG/EC_SET15_Completo_Web_Final.pdf

Iglesia Local
Dos fotos de las celebración del  "Mes de la Herencia Hispana", en la IMU Nuevo Amanecer de Des Plaines estado de Illinois, contrastan la manera como se llevaron a cabo las festividades presenciales en el 2019 (foto de la izquierda) y de manera virtual en el 2020 (foto de la derecha). Fotos cortesía de la Revda. Fabiola Grandon-Mayer, Conferencia Anual del Norte de Illinois..

De la cultura del beso y el abrazo, a la distancia y la mascarilla

Es una celebración abierta, masiva y esencialmente multicultural, porque se reconoce la presencia y aporte de las diferentes nacionalidades de habla hispana, presentes en la vida de las congregaciones.
Temas Sociales
Jovita Idár alrededor de 1905. Formó su visión de la justicia cuando era niña y pasó su vida luchando por los derechos de su comunidad. Foto colección de fotografías generales y  especiales de bibliotecas de UTSA.

Educada en escuelas metodistas Jovita Idár promovió los derechos de las mujeres y los/as mexico-americanos/as

Jovita Idár fue educada en escuelas metodistas y recibió un certificado de maestra del Seminario de Laredo.
Historias de Fe
Rev. Daniel Z. Rodríguez. Foto cortesía de la familia Rodríguez.

La Vida del Rev. Daniel Rodriguez, unlegado de liderazgo y servicio

En una carrera de 50 años sirviendo en ministrios de la iglesia a nivel local y global, el pastor abogó por la justicia y ayudó a garantizar que La IMU sirviera a las comunidades hispano- latinas y de otras minorias étnicas.