A família e as mudanças sociais

Se você tem filhos/as certamente já se impressionou com a diferença entre o mundo no qual eles/ as estão crescendo e o mundo no qual você cresceu. De fato, pouco tempo atrás, essas diferenças eram notadas comparando uma geração com a outra. Hoje, porém, nossos/as adolescentes percebem que o mundo já mudou muito desde que eles/as nasceram.

Isso apenas mostra que, ainda que mudanças sempre tenham ocorrido, nessa gera- ção elas acontecem com mais rapidez do que em qualquer outra geração.

No livro “Future Shock”, escrito em 1970, Alvin Toffler, descrevia os efeitos das mudanças muito rápidas dizendo que as pessoas expostas às rá- pidas mudanças da vida moderna, sofreriam de intenso estresse; desorientação; sentimento de desespero, insegurança e ansiedade.

Algumas mudanças que afetam as pessoas e as famílias nos nossos dias:

1. O ritmo da vida está cada dia mais acelerado: Vivemos numa sociedade apressada. Nossos/as filhos/as estão aprendendo que “quanto mais rápido, melhor”. Irritamo-nos com o/a motorista vagaroso/a à nossa frente; com o/a cliente lento/a no caixa do mercado; com a demora do nosso lanche. Ficamos ansiosos/as quando nosso e-mail não é respondido em algumas horas.

2. Estamos mais atarefados/as do que nunca: A tecnologia nos dá agilidade no trabalho, mas ao mesmo tempo exige mais de nós. Hoje somos pressionados/as a produzir mais no mesmo espaço de tempo. Assim, tentamos fazer duas ou três tarefas ao mesmo tempo (já percebeu alguém dirigindo enquanto tenta escrever uma mensagem no celular?).

3.As famílias são estruturadas e funcionam de maneira diferente: Os pais precisam gastar mais tempo no trabalho. Aumenta o tempo de locomoção entre o lar e o trabalho; os filhos e filhas gastam mais tempo em atividades fora de casa. O resultado é menos tempo disponível para a relação familiar. Mesmo quando estão juntos/as em casa, um/a está na internet; outro/a na frente da TV e outro/a fazendo alguma tarefa em outro cômodo da casa. Além disso, muitas famílias já não têm a estrutura tradicional de pai; mãe e filhos/as. São mães divorciadas criando seus/as filhos/as; avós criando netos/as; irmãos/ãs que vivem distante dos pais por motivo de trabalho ou estudos; crianças tendo que se adaptar à duas famílias, consequência de pais separados vivendo novo relacionamento.

4. Os valores e convicções de fé são intensamente questionados: Em uma sociedade secularizada, onde tudo é relativo, as verdades absolutas são descartadas como “visão estreita”. Nessa sociedade, qualquer coisa pode acontecer. A promiscuidade; o adultério; a mentira; a traição; o abuso de drogas; são apenas alguns sintomas de uma sociedade enferma com a qual somos tentados/as a nos acostumar.

A necessidade de um “porto seguro”

Mudanças intensas nos incomodam. O fato de algumas mudanças trazerem benefí- cios não as tornam menos estressantes. Nesses tempos de estresse as pessoas necessitam de um “porto seguro” – fontes de segurança, âncoras para as tempestades inevitáveis. Aquilo que Toffler chamou de “Ilhas de Estabilidade”. Às vezes pensamos que esse porto seguro é o cônjuge, um/a amigo/a no/a qual confiamos; um/a psicólogo/a. Mas em última instância, nossa única fonte de estabilidade (que a sociedade tem deixado de lado nesse tempo de mudanças intensas) é Deus. Ele não muda! Ele é firme e confiável! Suas promessas duram para sempre! Em nossa sociedade o que é “verdade” hoje pode não ser “verdade” amanhã. Uma pesquisa diz que tal alimento é saudável e mais tarde outra pesquisa diz que o mesmo alimento faz mal à saúde. Isso não acontece com a Palavra de Deus: “seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (Isaías 40.8). “O conselho do Senhor permanece para sempre” (Salmo 33.11).

O “porto seguro” não nos aliena:

Na verdade, a busca do socorro nessa rocha que é o nosso Deus, não nos faz ignorar a realidade das mudanças. Pelo contrário, na presença do Deus imutável, encontramos forças, como indivíduos e famílias, para deixarmos de ser apenas vítimas passíveis das mudanças e nos tornarmos instrumentos de uma transformação geradora de vida, pois Aquele que não muda, é também a fonte inesgotável de VIDA ABUNDANTE. 

 

* O Bispo João Carlos Lopes é o Presidente da 6ta Região Eclesiástica da Igreja Metodista no Brasil e escreveu este artigo para a seção Palavra Episcopal do Expositor Cristão . Para ler o artigo oroginal abrir este link: 

http://www.metodista.org.br/content/interfaces/cms/userfiles/files/Expositor_Cristao_Maio.pdf

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