Mega igreja busca saída devido a conflitos de nomeação

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During an April 26 press conference given by Mt. Bethel United Methodist Church, Jody Ray surrenders his clergy credentials in response to being reassigned by Bishop Sue Haupert-Johnson. Church leaders also announced the congregation is beginning the process of disaffiliating from The United Methodist Church. Screenshot of livestream courtesy of Mt. Bethel United Methodist Church.

Durante uma coletiva de imprensa em 26 de abril, Jody Ray, da Igreja Metodista Unida de Monte Betel, renuncia às suas credenciais de clero em resposta a ser transferido pela Bispa Sue Haupert-Johnson. Os líderes da Igreja também anunciaram que a congregação está começando o processo de dissociação da Igreja Metodista Unida. Captura de tela da transmissão ao vivo cortesia da Igreja Metodista Unida Monte Betel.

A maior congregação na Conferência North Georgia anunciou em 26 de abril que seu pastor sênior está entregando suas credenciais e planeja deixar a Igreja Metodista Unida.

A Igreja Metodista Unida Mt. Bethel (Monte Betel) em Marietta, Geórgia, fez o anúncio após um protesto público de uma semana sobre a transferência de seu pastor da congregação.

O que aconteceu exatamente é uma questão de disputa.

Os líderes da Betel - incluindo Jody Ray, seu pastor - dizem que a conferência não seguiu o processo consultivo normal para novas nomeações.

A bispa Sue Haupert-Johnson, que lidera a Conferência do Norte da Geórgia, disse que a Igreja nunca deu à conferência a chance de seguir esse processo.

Em 27 de abril, os líderes da Betel anunciaram que estavam apresentando queixas formais sob a lei Metodista Unida contra a bispa e a Revda. Jessica Terrell, a superintendente distrital que supervisiona a igreja. As queixas acusam as duas líderes de desobedecer à ordem da Igreja Metodista Unida e minar o ministério de outro pastor. O processo de reclamação na Igreja Metodista Unida é longo e visa uma resolução justa entre as partes.

A Igreja Metodista Unida opera segundo uma tradição de itinerância - o que significa que o clero vai para onde é nomeado - que remonta ao fundador do Metodismo, John Wesley.

Nos seus serviços de ordenação, os anciãos Metodistas Unidos prometem "ir para onde quer que seja enviado, para servir como quer que seja chamado, para exercer o seu ministério dentro e em nome de toda a Igreja, para amar todos entre os quais está colocado e para amar a Deus sobretudo."

Bishop Sue Haupert-Johnson, North Georgia Conference. Photo courtesy of the North Georgia Conference.

Bispa Sue Haupert-Johnson, Conferência da Geórgia do Norte. Foto cortesia da Conferência North Georgia.

Todos os anos, os bispos e seus gabinetes fazem nomeações, tentando combinar os dons e graças de um pastor com uma igreja ou ministério. Os superintendentes distritais que servem no gabinete também obtêm informações do comitê paroquial de funcionários da congregação no processo de nomeação. A política da igreja determina que as necessidades e desejos do pastor e da congregação sejam considerados, mas a missão da igreja deve vir primeiro.

Nos Estados Unidos, a temporada de consultas geralmente ocorre no início do ano, com as novas nomeações entrando em vigor somente no verão.

Ray foi o pastor sênior da Betel desde 2016. Em 2019, a igreja tinha mais de 10.000 membros e uma frequência média de mais de 2.300.

Ray disse na coletiva de imprensa que foi informado em 5 de abril de que foi nomeado para uma posição ainda em evolução na conferência, para lidar com reconciliação racial.

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¡FIQUE INFORMADO!

Os bispos de toda a denominação têm criado posições semelhantes em suas conferências como parte da iniciativa de toda a denominação para desmantelar o racismo. O combate ao racismo também é uma prioridade missionária da Conferência do Norte da Geórgia.

“Muitas pessoas conhecem meu coração por esta questão tão importante e oportuna”, disse Ray durante a coletiva de imprensa. “Então, se a bispa tivesse vindo a mim em dezembro passado ou no início deste ano para me envolver em uma conversa produtiva sobre esta posição emergente, me convidar para ajudar a moldá-la e depois me oferecer algum tempo para orar sobre isso, então provavelmente estaríamos em um lugar diferente hoje. Mas, em vez disso, não houve conversa ou consulta.”

Em uma carta pastoral de 26 de abril à Conferência North Georgia, Haupert-Johnson fez um relato do que aconteceu.

“Quando a superintendente distrital chamou o pastor para discutir a nomeação projetada, ele respondeu: 'Deixe-me interrompê-la agora mesmo. Eu não estou interessado. Eu vou ficar em Monte Betel. Eu não vou, não aceito esta nomeação '”, escreveu Haupert-Johnson. “Ele então desligou o telefonema da superintendente, não dando oportunidade de discutir aquela nomeação ou quaisquer alternativas possíveis.”

Quando os líderes da conferência se reuniram com os líderes congregacionais para consultar sobre a nomeação, segundo Haupert-Johnson, não houve conversa significativa.

Os líderes da igreja “em vez disso, ameaçaram que $ 3-4 milhões sairiam da igreja se não tivessem permissão para se desviar do processo de nomeação e manter seu pastor”, escreveu ela.

A situação piorou em 18 de abril quando, durante o culto, Ray anunciou à sua congregação que estava recusando sua nova nomeação.

Os membros da congregação posteriormente organizaram uma petição contra a mudança de seu pastor, que atraiu a assinatura de quase 4.700 pessoas.

Durante a conferência de imprensa de 26 de abril, Rustin Parsons, co-líder leigo da Monte Betel, disse que a congregação contratou Ray como seu pregador principal. “Esperamos que ele continue servindo à nossa congregação e comunidade”, disse ele.

O que não está em discussão é que o anúncio da Monte Betel ocorre em um momento de tensão dentro da Igreja Metodista Unida.

A próxima Conferência Geral, a principal assembleia legislativa da denominação, enfrenta várias propostas para dividir a denominação após décadas de debate sobre como aceitar a questão homossexual.

Jody Ray. Photo by Kevin Newsome, courtesy of Mt. Bethel United Methodist Church.

Jody Ray.
Foto de Kevin Newsome, cortesia da Igreja Metodista Unida Monte Betel.

Monte Betel não é uma espectadora no debate. A igreja com vários campus faz parte do grupo de defesa tradicionalista Wesleyan Covenant Association (Associação do Pacto Wesleyano) e sediou seu encontro global em 2018. A Associação do Pacto Wesleyano está supervisionando a formação da Igreja Metodista Global, uma nova denominação tradicionalista que planeja romper com a Igreja Metodista Unida.

Em seu sermão de 18 de abril recusando a nova nomeação, Ray fez alusão ao debate teológico.

“Quero que você também se lembre deste dia”, disse ele, ao dirigir-se especificamente à família durante o anúncio. “Seu pai não dobrou os joelhos ou beijou o anel da teologia progressiva.”

A pandemia COVID-19 levou a Conferência Geral a ser adiada para 2022 .

Monte Betel está entre as várias igrejas desfiliadas. Ainda assim, a retirada da Igreja Metodista Unida exige mais do que um simples voto congregacional.

Por séculos,  a denominação manteve uma cláusula de fideicomisso, que afirma que as igrejas detêm propriedades sob custódia para toda a denominação. Para sair com propriedade, as igrejas têm certos protocolos que devem seguir, geralmente envolvendo acordos de milhões de dólares, dependendo do tamanho da igreja.

Em 2019 e 2020, a Monte Betel pagou menos de 40% das distribuições  - parcelas de doações que apoiam ministérios além da igreja local. Isso se traduz em menos de $ 300.000 dos mais de $ 700.000 distribuídos em cada um desses dois anos. O Livro da Disciplina, o livro de leis da igreja, considera as repartições a primeira responsabilidade benevolente da igreja local.

A Conferência North Georgia, a maior conferência dos Estados Unidos com quase 800 congregações, fez 70 mudanças de nomeação este ano. Enquanto a Monte Betel tem o maior número de membros, a Associação do Norte da Geórgia tem pelo menos três outras igrejas com mais de 7.000 membros.

“Com exceção de uma mudança de nomeação projetada para 2021, o clero está a caminho de fazer uma transição suave”, disse Haupert-Johnson em sua carta pastoral, “e as congregações os estão recebendo com o coração aberto, a mente aberta e as portas abertas”.

 

*Hahn é editora assistente de notícias da Notícias MU. Contate-a em (615) 742-5470 ou [email protected]. Para ler mais notícias da Metodista Unida, assine os resumos quinzenais gratuitos.

**Sara de Paula é tradutora independente. Para contatá-la, escreva para [email protected]

Preocupações Sociais
Uma pessoa reage do lado de fora do Centro Governamental do Condado de Hennepin, em Minneapolis, após o veredicto de culpado proferido em 20 de abril no julgamento do ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin pelo assassinato de George Floyd. Embora expressando a sensação de que o veredicto foi justo, os líderes Metodistas Unidos apelaram à continuação do trabalho para desmantelar oracismo generalizado e a injustiça sistémica contra as pessoas de cor. Foto de Carlos Barria, Reuters.

Metodistas Unidos reagem ao veredicto de Chauvin

Os líderes Metodistas Unidos elogiaram o veredicto contra o ex-oficial da polícia de Minneapolis, Derek Chauvin, no assassinato de George Floyd, mas advertiram que há muito trabalho pela frente para superar o racismo sistêmico.