Eu sou porque nós somos!

Foto: Renan Olaz-CMRJ

“Ouviu-se uma voz em Acari, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem” (Mateus 2.18 Adap.)

Somos um país em guerra, em guerra contra os/as jovens pobres. Perder 60 mil jovens de 15 a 29 anos por ano nos coloca como campeões no ranking dos genocídios da contemporaneidade. A diferença é que esta vítima de mais um assassinato tem nome em meio a tantos que estão morrendo no anonimato das chacinas. A vereadora Marielle Franco (PSOL) era uma sobrevivente da violência que domina o Rio de Janeiro e várias cidades do Brasil. Marielle era mulher, negra, vereadora e certamente um exemplo para as jovens de sua comunidade de origem, a favela da Maré. Com Marielle foi assassinado o motorista Anderson Gomes, que dirigia o carro na hora do crime.

Segundo a Anistia Internacional, o Brasil é um dos países onde mais se mata os/as defensores e defensoras dos Direitos Humanos. Infelizmente, no campo e na cidade o assassinato tem sido uma prática comum para tentar calar a boca daqueles e daquelas que lutam pela vida e pela justiça.

“Precisamos gritar para que todos/as saibam o que está acontecendo em Acari neste momento”. Este foi o grito de Marielle, que foi calado pelos/as assassinos/as, porém milhares de gritos surgiram no Brasil todo insistindo na esperança que a morte não é a palavra final, o amor é mais forte que a morte, e para nós, cristãos/ãs, ressurreição e vida são as últimas palavras, e não morte.

Como seguidores e seguidoras de Jesus de Nazaré e herdeiros/as do legado do movimento metodista, queremos reafirmar nosso compromisso com a paz e a vida plena para todas e todos.

Não podemos nos calar e queremos convidar cada metodista no Brasil a levantar a sua voz em favor da paz e da justiça.

“Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?” – Essa frase foi dita por Marielle Franco um dia antes de ser brutalmente executada.

Welinton Pereira da Silva

Pastor Metodista em Brasília, Coordenador da Pastoral Nacional dos DH da Igreja Metodista, Diretor de Advocacy da ONG Visão Mundial

ALERTA

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite do dia 14 de março acende um alerta para um fato político dramático: desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram evidentemente executados em diferentes regiões do Brasil. Destacamos alguns nomes abaixo publicados no Opera Mundi.

Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário no Pará – assassinado em 12/03/2018. Nascimento era um dos líderes da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama);

Carlos Antônio dos Santos, o “Carlão”, líder comunitário no Mato Grosso – assassinado em 07/02/2018. Carlão era um dos líderes do Assentamento PDS Rio Jatobá, em Paranatinga, no Mato Grosso;

Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário em Porto Alegre – 28/01/2018. Ribas era líder comunitário na Vila São Luís, ocupação da zona norte da capital gaúcha.

Jefferson Marcelo do Nascimento, líder comunitário no Rio – assasinado em 04/01/2018. Nascimento era líder comunitário em Madureira e foi encontrado com sinais de enforcamento um dia após desaparecer.

 

* Welinton Pereira da Silva. Pastor Metodista em Brasília, Coordenador da Pastoral Nacional dos DH da Igreja Metodista, Diretor de Advocacy da ONG Visão Mundial

Temas Sociales
Concilio de Iglesias Evangélicas Metodistas de Venezuela (CIEMVE).

Comunicado del Concilio de Iglesias Evangélicas Metodistas de Venezuela

El CIEMVE rechazó la violencia para resolver los conflictos en Venezuela y hace un llamado a la oración, la unidad y la defensa de la vida y la profundización de la democracia.
Human Rights
El Concilio de Obispos/as de la Iglesia Metodista Unida expresó su solidaridad con los obispos de América Latina y el Caribe ante la crisis en Venezuela. Condenó la acción militar de Estados Unidos y toda forma de violencia. Además, llamó a la oración y a una salida pacífica al conflicto. Ilustración original cortesía del COB. Versión en español Rev. Gustavo Vasquez, Noticias MU

Obispos/as de la IMU expresan apoyo a sus homólogos/as latinoamericanos/as ante situación en Venezuela

El Concilio de Obispos/as de La IMU expresó su solidaridad con los obispos de América Latina y el Caribe ante la crisis en Venezuela y condenó la acción militar de EE.UU. y toda forma de violencia. Además, llamó a la oración y a una salida pacífica al conflicto.
Temas Sociales
Mural que ilustra una mujer inmigrante abriendo sus brazos en símbolo de libertad y esperanza, ubicado en la fachada de uno de los edificios que albergan inmigrantes dentro del Centro de Atención al Migrante Irregular (CAMI) de Danlí, Honduras, donde funciona la clínica metodista unida auspiciada por UMCOR. Foto Rev. Gustavo Vasquez, Noticia MU.

Como en la Epifanía, en la migración la esperanza persiste y las fronteras no la detienen

En la Epifanía, la historia de quienes siguieron una estrella para hallar esperanza ilumina hoy el camino de millones de personas migrantes que continúan desplazándose, desafiando fronteras y políticas de exclusión en busca de una vida digna.

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