Bispos recomendam ao Conselho Judicial restringir petições à Conferência Geral de 2019

EVANSTON, ILLINOIS -- O Conselho dos Bispos está exortando o Conselho Judicial a declarar que os assuntos da Sessão Especial de 2019 da Conferência Geral da Igreja Metodista Unida “se limitem a receber e agir de acordo com um relatório do Conselho dos Bispos, baseado nas recomendações da Comissão do Um Caminho a Seguir ”, como declarado em 24 de abril de 2017.

Este argumento foi apresentado durante a audiência do caso em que os bispos pediram uma decisão declaratória do Conselho Judicial sobre o significado, aplicação e efeito do Parágrafo 14 da Constituição, em relação ao Parágrafo 507 do Livro de Disciplina de 2016.

Especificamente, os bispos questionam: “Se as petições estiverem em harmonia com o propósito restrito declarado na convocação do Conselho dos Bispos em 24 de abril de 2017, conforme determinado por uma votação de dois terços da Conferência Geral, e se as petições forem postadas ou recebidas até 8 de julho de 2018, podem organizações da Igreja Metodista Unida, membros do clero e leigos apresentarem petições à sessão especial da Conferência Geral convocada para os dias 23, 24, 25 e 26 fevereiro de 2019, que não são consistentes com o 'relatório do Conselho dos Bispos com base nas recomendações da Comissão do Um Caminho a Seguir', como indicado na chamada?"

Falando em nome dos bispos, o ex-presidente Bruce R. Ough, pediu ao tribunal que respondesse negativamente. “Abrir a porta à qualquer organização, membro do clero ou membro leigo da Igreja Metodista Unida para determinar se uma petição está em harmonia com o propósito declarado para uma sessão especial, anularia de facto a Secção II, Artigo II da Constituição. Qualquer sessão especial seria, com efeito, uma sessão regular. Este é um precedente perigoso”, afirmou.

Entre os que ouviam, estavam os membros do Conselho Judicial: Dennis L. Blackwell, Beth Capen, Lidia Gulele, Øyvind Helliesen, Kabamba Kiboko, Warren Plowden (representando Deanell Reece Tacha), Ruben T. Reyes, Luan-Vu “Lui” Tran e N Oswald Tweh.

O Bispo Ough disse aos juízes que a Conferência Geral de 2016, como o órgão legislativo supremo, agiu dentro de sua autoridade constitucional quando solicitou e aceitou a proposta dos bispos. “Foi parar o interminável ciclo quadrienal das batalhas legislativas sobre a sexualidade humana. Isto requer liderança do Conselho. Ele estava pedindo um plano concreto e alternativo para o Um Caminho a Seguir”, falou.

Ele disse que o Conselho dos Bispos tem buscado honrar a intenção e as ações do pedido dos Bispos da Conferência Geral de 2016, e garantir uma sessão especial produtiva que mova a Igreja Metodista Unida global além de seu prolongado impasse sobre a homossexualidade.

O bispo Ough argumentou que os parágrafos 14 e 507 não estão em pé de igualdade e não devem ser interpretados em conjunto. “O parágrafo 14 é uma disposição constitucional que restringe o foco de sessões especiais da Conferência Geral. O parágrafo 507 estabelece a maneira pela qual as petições devem ser apresentadas, mas não podem suplantar a provisão constitucional do Parágrafo 14, e conferem o direito de apresentar petições em uma sessão especial da Conferência Geral.”

A Comissão da Conferência Geral, que foi nomeada como réu no caso, não apresentou um parecer. O Rev. Gary George, da Conferência do Leste de Ohio, falando em nome da Comissão, observou que a Comissão considera seu papel de implementar as ações e responsabilidades logísticas determinadas pela Conferência Geral, ao invés de definir a formulação específica da chamada para a Sessão Extraordinária, ou se os parágrafos 14 e 507 aplicam-se o processo legislativo.

O Secretário da Conferência Geral, Rev. Gary Graves, disse ao tribunal que o seu papel era implementar os processos da Conferência Geral, e não determinar a questão perante o Conselho Judicial.

Três pessoas, o Rev. Keith Boyette, John Lomperis e o Bispo Scott Jones, pronunciaram-se contra o caso dos bispos com Boyette, alegando que não havia conflito entre o Parágrafo 14 e o Parágrafo 507 e, portanto, qualquer um deveria apresentar uma petição à Sessão Especial de 2019 da Conferência Geral.

O Bispo Jones disse que o Conselho dos Bispos não era o único depósito de toda a sabedoria e, portanto, cabia à Conferência Geral determinar quais petições estão em harmonia com o propósito da convocação da sessão especial. Lomperis argumentou que a limitação de petições restringiria indevidamente o direito e a capacidade dos delegados de efetivamente fazer seu trabalho.

Duas outras pessoas, Stephanie Henry e Tom Starnes, falaram a favor do caso dos bispos. Henry argumentou que o único assunto em harmonia com o explicitamente específico chamado, é “receber e agir com base em um relatório do Conselho dos Bispos baseado nas recomendações da Comissão do Um Caminho a Seguir. Qualquer outro assunto é uma discórdia, não uma harmonia”, disse ela.

Starnes, falou em nome de um grupo de chanceleres da conferência, e disse que o ponto crucial da proposta dos bispos sobre o Um Caminho a Seguir, era levar a igreja a novos comportamentos, principalmente afastando-se de tentativas de soluções legislativas elaboradas e debatidas em pontos. "Se abrirmos as petições para todos, teríamos anulado o objetivo claro da chamada", disse ele.

Sob interrogatório dos membros do Conselho Judicial, o Bispo Ough sustentou que o Conselho Judicial tinha o dever de manter e assegurar a intenção e propósito da Conferência Geral de 2016, que insistiu que a supremacia da Constituição no Parágrafo 14, não pode ser substituída pelo Parágrafo 507.

O bispo Ough disse que o que os bispos estavam fazendo era seguir o pedido feito pelos delegados da Conferência Geral em 2016, que solicitaram aos bispos que discernissem o Um Caminho a Seguir, para a denominação.

Uma vez que os bispos entreguem o relatório à Conferência Geral com petições legislativas, caberá aos delegados decidir como querem proceder, seja emendar, substituir, apresentar ou quaisquer outras ações disponíveis aos delegados, disse o Bispo Ough em resposta a outra pergunta.

Perguntado se os bispos estavam levando todos os três planos à Conferência Geral para ação, o bispo Ough disse que os bispos estavam recomendando um plano, o Plano da Igreja Única, para ação legislativa, mas forneceria detalhes dos outros planos para os delegados terem uma apreciação completa do trabalho da Comissão do Um Caminho a Seguir.

 

* Rev. Dr. Maidstone Mulenga es Diretor de Comunicações do [email protected]Conselho dos Bispos da Igreja Metodista Unida: [email protected]. 202-748-5172

** Sara de Paula é tradutora independente.

Temas Sociales
El Colegio de Obispos de la Iglesia Metodista de Méjico Asociación Religiosa (IMMAR) se pronunció por la paz y el cese a la violencia en el país a través de un comunicado. Imagen original de Wikimedia Commons. Fotocomposición Rev. Gustavo Vasquez, Noticias MU.

Obispos metodistas de México llaman a la paz ante ola de violencia

La creciente ola de violencia ha generado temor e incertidumbre en diversas regiones del país, por lo que el Colegio de Obispos de la IMMAR emitió un comunicado pastoral dirigido a las comunidades de fe, exhortaron a no responder al odio con más odio y llamaron a la oración por la paz y el respeto a la dignidad humana.
Misión
El Rev. Luis Daniel Román, decano del CET; la Obispa Lizette Gabriel Montalvo, líder episcopal de la Iglesia Metodista de Puerto Rico; y el Obispo Rubén Sáenz Jr., líder episcopal de la Misión Metodista Unida en Honduras y presidente del Concilio de Obispos/as de La Iglesia Metodista Unida, muestran el acuerdo firmado entre ambas iglesias para establecer un programa de formación para laicos. Foto: Rev. Gustavo Vásquez, Noticias MU.

Metodistas de Puerto Rico y Honduras firman acuerdo histórico para formación de laicos/as

El convenio integra al Centro de Estudios Teológicos Domingo Marrero Navarro en un esfuerzo por impulsar el liderazgo misionero y ampliar la capacitación en modalidad virtual, híbrida y presencial.
Temas Sociales
La Iglesia Metodista Unida Chicago Lawn atiende a una comunidad de alta concentración de familias inmigrantes y han tenido que quitar los letreros en español y dejar solo los que están en inglés, como una forma de llamar menos la atención por temor a los operativos migratorios del gobierno, contra la comunidad hispano-latina. Foto Rev. Gustavo Vasquez, Noticias MU.

“Tuvimos que quitar los letreros en español”, pastora en Chicago ante acoso de ICE

Este es el primer artículo de una serie de cuatro que surgieron a partir de la visita de El Plan para el Ministerio Hispano Latino de la Iglesia Metodista Unida a distintas congregaciones del área de Chicago.

United Methodist Communications is an agency of The United Methodist Church

©2026 United Methodist Communications. All Rights Reserved