Jovens Nativos Americanos participam de discussões nacionais sobre inclusão na Igreja Metodista Unida

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Os jovens nativos americanos falaram sobre identidade cultural e se tornaram um testemunho da necessidade de inclusão durante o primeiro Encontro Étnico de Jovens, realizado de 21 a 24 de agosto de 2019 em Evanston, Illinois. O evento, que reuniu 63 jovens de diversas origens, foi uma colaboração entre os seis planos de ministério étnico da Igreja Metodista Unida. O objetivo era envolver a juventude em uma ampla gama de questões, para que possam ajudar a guiar a igreja nos próximos anos. 

"Eu acho que esse evento foi importante por sua representação visual da unificação e seu simbolismo do corpo de Cristo", disse Bethany Printup-Davis, 31 anos, representante do conselho jovem do Plano Compreensivo para os Nativos Americanos e membro da Nação Indiana Tuscarora. "Eu experimentei um sentimento de solidariedade neste evento como nunca antes, e isso encorajou meu senso de autoconfiança a falar e compartilhar minhas ideias entre meus parentes".

Aumentar a visibilidade dos povos indígenas é um desafio na vida cotidiana, que incluiu a experiência dos grupos no evento para jovens adultos, de acordo com o Rev. Glen “Chebon” Kernell, diretor executivo do Plano Global de Nativos Americanos da denominação. Devido a uma série de eventos de dificuldades de viagem, erros nos crachás, ausência de tarefas no dormitório e negligência ao falar sobre grupos étnicos presentes, os delegados jovens nativos se sentiram compelidos a fazer uma declaração.

"Nossos representantes fizeram uma diferença profunda diante dos vários desafios para abraçar nossa presença", disse Kernell. Ele descreve como os jovens nativos usavam o tempo devocional designado para criar consciência. "Eles escolheram liderar seu devocional centralizador para todo o corpo a partir do fundo da sala", disse ele. A mudança foi uma ilustração física de como os povos nativos são frequentemente excluídos. "Fiquei muito feliz com o que eles fizeram, as pessoas não vão esquecer".

Avery Underwood, 20, membro da Nação Comanche e estudante no Swarthmore College, perto da Filadélfia, compartilhou os desafios de identidade, cultura e espiritualidade sob sua perspectiva, um homem transgênero nativo. Ele descreveu um quebra-gelo no evento para jovens, em que o grupo foi convidado a dar suas preferências de pronome como parte de suas auto-apresentações.

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"Muitas pessoas não levaram o quebra-gelo de pronome a sério até que um membro da comunidade da Igreja Negra se levantou e disse: 'isso é importante'", disse Underwood. “Eu realmente me senti validado naquele momento e apreciei o apoio além da minha própria comunidade”.

Underwood disse que a cultura é uma parte essencial da cura para os povos nativos que vivem um trauma histórico. As igrejas nativas são importantes porque oferecem oportunidades para celebrar a identidade e criar um senso de comunidade, disse ele.

 

Alex Sankey, 19, membro da tribo Kiowa de Oklahoma e estudante no Rose State College, perto de Oklahoma City, liderou o momento central com uma canção de oração tribal. Ele compartilhou que ele vem de uma longa fila de pregadores.

"Os maiores desafios que vejo na minha comunidade são problemas com álcool e drogas", disse Sankey. Ele descreveu como o álcool havia tirado a vida de parentes próximos e aleijado um de seus irmãos devido a um acidente após beber e dirigir. "Eu também tenho uma tia que abusou do álcool e agora ela mudou sua vida, o que me dá esperança de que nosso povo ainda tenha uma chance".

Sankey disse que gostava de fazer conexões com jovens adultos de diferentes comunidades étnicas. “Espero que mais jovens adultos participem do evento no futuro”.

No geral, os representantes nativos disseram que gostaram da experiência e das conexões que foram feitas através das linhas étnicas.

"Foi muito bom ver que todos temos lutas semelhantes e podemos trabalhar juntos para resolver o problema", disse Underwood. “Não temos que reinventar a roda quando surgem problemas e podemos apoiar uns aos outros”. 

 

Os líderes adultos jovens de cada grupo étnico estão agora no processo de planejamento de como nutrir suas novas conexões e avançar em ministério juntos, disse Printup-Davis, que fez parte da equipe de design do evento.

 

* O Plano Integral de Nativos Americanos é a entidade da Igreja Metodista Unida, responsável por produzir recursos, fortalecer e defender as igrejas locais localizadas em comunidades e contextos sociais, onde há presença de povos nativos americanos.Para ver o artigo original, clique aqui. Para ler mais notícias da metodistas unidas, assine gratuitamente o UMCOMtigo, um resumo semanal de notícias e recursos.

**Sara de Paula é tradutora independente. Para contatá-la, escreva para IMU_Hispana-Latina @umcom.org