Jovens de Moçambique salvam vidas doando sangue

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Quando jovens adultos da Metodista Unida ouviram falar da falta de sangue em hospitais públicos em Moçambique, um grupo decidiu responder a um apelo do Hospital Geral de Mavalane.
 
Cerca de 600 jovens adultos estiveram reunidos durante a Conferência Anual Sul de Moçambique, que aconteceu de 21 a 23 de junho. Um grupo de 35 pessoas decidiu que deveria ajudar a resolver a escassez doando sangue.

“Na noite anterior, fiz uma reflexão sobre o que poderia fazer para o bem da igreja e durante esta conferência histórica”, disse Maria Stela Mabecuane, do Distrito do Maputo Leste. 

Francisco Muhanzule recordou ter visto o pessoal médico entrar no pátio de Malhangalene durante a sessão plenária.

“Mais tarde vim a saber que era uma brigada do Hospital de Mavalane que veio fazer um trabalho muito importante na igreja”, disse Muhanzule, que é membro da Igreja Metodista Unida de Malhangalene, onde a Conferência Anual estava reunida.

Exames oftalmológicos também foram oferecidos e 56 pessoas tiveram a sua vista examinada. Para alguns foram prescritos óculos, enquanto outros receberam colírios para minimizar seus problemas.

Mabecuane ficou grata pela oportunidade de doar. “Quando a explicação foi dada pela equipe de saúde durante a sessão da nossa Conferência, respondi positivamente ao apelo. Minha oração era que tivesse sangue suficiente e uma classificação aceitável para doar”.

“É importante doar sangue porque é um gesto de amor que tenho com Deus e amor pelo ser humano semelhante a mim que está em necessidade”, afirmou Mabecuane.

Élia Jaime, enfermeira do Serviço Nacional de Sangue, disse que a falta de sangue nos hospitais é grave. “Por causa disso, as pessoas estão morrendo diariamente. Na semana passada, o Ministério da Saúde recorreu a pessoas de boa vontade para doar sangue”.

“Temos muitas pessoas em nossos hospitais que sofrem de anemia ou doenças crônicas, ou pessoas que, após uma operação cirúrgica, perdem muito sangue. Essas pessoas precisam de sangue que, como sabemos, apenas outro ser humano pode doar”, disse ela.

Vendo os jovens adultos fazendo fila para doar sangue, a enfermeira expressou gratidão. “Quero agradecer à Igreja Metodista Unida em Moçambique porque sempre soube ajudar os necessitados. Acredito que nosso estoque será reabastecido”.

O Dr. Joaquim Francisco do Amaral, diretor do hospital no Distrito de Manhiça, assegurou aos potenciais doadores que eles não sofreriam nenhum efeito ao doarem sangue. “Cada pessoa com mais de 18 anos pode doar até 500 mililitros, desde que todos os requisitos sejam cumpridos para a doação”, disse Amaral.

Leonardo Júnior, um jovem doador de Malhangalene, disse que concordou em doar sangue para salvar vidas.
“Eu sei que esse ato é humano. E salvar vidas é um ato de amor. Eu me sinto abençoado por ter doado meu sangue, pois sei que isso salvará alguém”.

*Sambo é o correspondente lusófono em África das Noticias Metodista Unida.

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