Parceria de Metodista Unidos beneficia milhares de pessoas


A Área Episcopal de Moçambique e a Conferência Anual do Missouri têm uma parceira de cooperação designada “Mozambique Initiative” (Iniciativa Moçambique), que já dura cerca de 30 anos. Esta iniciativa tem providenciado assistência em diversas áreas como aquisição de meios circulantes e equipamentos, construção de capelas, escolas e postos de saúde, subsídio para clérigos e abertura de furos de água. São projectos que beneficiam milhares de pessoas carentes nas Conferências do Norte e Sul do Save, apenas para citar algumas áreas assistidas pela parceria.

“Em Chicuque, segunda maior missão da IMUM, existem cinco furos de água construídos pela parceria”, disse Ezequiel Marcos Nhantumbo, representante da Mozambique Initiative.

“Dentre estes, quatro na Missão de Chicuque sendo que um intitulado de Pila-Pila, está sob gestão das mulheres da Igreja”, explicou Nhantumbo.

Segundo o representante da Mozambique Initiative, são necessários cerca de USD 7000, o equivalente a 500.000 Meticais em média, para um furo simples, dependendo de um conjunto de factores geológico, geográficos e da deslocação dos técnicos para o terreno, entre outros.
 
“Para furos com torres, reservatórios, bombas submersíveis incluindo casa para a seguranca, equipamento, transporte e alojamento dos técnicos, o seu custo total torna-se muito elevado, chegando aproximadamente a USD 25.000, isto é, cerca de 1.705.971,00Mt,” revelou Nhantumbo.

Nhantumbo não se lembrava exatamente do número total dos furos feitos nas duas conferências, mas assegurou estar em curso o processo de mapeamento dos furos de água financiados pela parceria Mozambique Initiative.
Maria Sefane, no uso de água providenciada pela missão de Chicuque no Inhambane, Moçambique. Foto de Antônio Wilson.
Maria Sefane, no uso de água providenciada pela missão de Chicuque no Inhambane, Moçambique. Foto de Antônio Wilson.
“Os dados que temos indicam que mais de 100 famílias estão se beneficiando deste precioso líquido”, clareou a Reverenda Iliana Lucite Benedito Pereira, secretaria financeira da Igreja na Missão de Chicuque.
 
Chicuque tem uma população estimada em um pouco mais de 4.000 habitantes, sendo que maior parte desta não tem água canalizada pelo estado. A igreja na sua responsabilidade social achou por bem prover esse acesso para uma comunidade carente.

“Na verdade, o processo de expansão da rede de abastecimento de água em Chicuque obedece a um ritmo acelerado”, disse o Rev. Jose Mateus Mapsanganhe, diretor da Missão de Chicuque.
 
“Embora poucos os funcionários da missão, estes redobram esforços na abertura de novas linhas de abastecimento de água em resposta às novas solicitações”, disse Mapsanganhe.

Aquela missão, conta com 29 funcionários dentre jardineiros, faxineiros, escriturários, tesoureiro, cozinheiros trabalhadores afectos na biblioteca de Chicuque, pessoal de escritórios e o próprio diretor.

“Não só temos a quantidade, mas também a qualidade da água que é muito boa para o consumo humano segundo o boletim de análise de águas, fornecido pelo laboratório provincial de alimentos e águas de Inhambane,” acrescentou Mapsanganhe.

“Estou muito satisfeita não só pela quantidade de água que temos 24/24 horas, mas também pela qualidade que não se difere tanto da água mineral”, disse Maria Tomo, uma das beneficiárias da água da Igreja em Chicuque.

“Durante o período de inverno produzimos muitos legumes para o consumo graças ao processo de rega com base neste preciso líquido fornecido pela igreja. Realmente é boa água que não precisa de passar por nenhum processo de tratamento,” afirmou a menina Lerena da Nilza José.
Lerena da Nilza Jose, beneficiaria daquele precioso liquido, tirando a agua para o consumo domestico no Chicuque, Mocambique. Foto de Antônio Wilson.
Lerena da Nilza Jose, beneficiaria daquele precioso liquido, tirando a agua para o consumo domestico no Chicuque, Mocambique. Foto de Antônio Wilson.
“Como a missão está recebendo muitas solicitações para a ligação da água, a Igreja deve procurar fundos para a aquisição de uma bomba de pressão para que a água chegue a todos consumidores sem a baixa de pressão”, disse Ermelinda David Nhampossa, pastora da Extensão Evangélica de Bembe, no município da Maxixe.

“Não queremos pagar a água da outra proveniência, mas sim da Missão, como forma de contribuição para o crescimento e desenvolvimento da nossa igreja,” concluiu Nhampossa.

Na lista dos desafios, Mapsanganhe referiu-se à falta de bomba de pressão para que a água chegue às outras populações que residem nas periferias do terreno da Missão.

“Para minimizar os elevados custos de pagamento de energia eléctrica para o funcionamento das bombas submersíveis, colocamos painéis solares em duas bombas em Chicuque,” disse Nhantumbo.

A Metodista Unida, através da sua Missão de Chicuque, ainda gasta elevadas somas pela energia das restantes bombas, facto que inquieta alguns consumidores que reclamam pelo elevado custo de quase meio dólar por cada metro cúbico de água.

 “Quando tivermos todas as bombas a funcionarem com painéis solares, estudaremos formas de minimizar os custos de pagamento da água por parte dos nossos consumidores,” finalizou o director Mapsanganhe.

Wilson é o comunicador da Conferência de Moçambique Sul das Notícias Metodista Unida. Contacto com a imprensa: Rev. Gustavo Vasquez, editor de notícias, em [email protected] Para ler mais notícias da Metodista Unida, inscreva-se nos resumos quinzenais gratuitos.
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