Metodistas Unidos e clínicas móveis dão esperança aos moçambicanos

Numa parceria com o Ministério de Saúde, metodistas unidos em Moçambique reactivam o trabalho da assistência médica às mulheres grávidas e crianças até os 5 anos de idade como prioritárias, e também oferece consulta aos adultos através de brigadas móveis levadas a cabo pelas duas instituições em algumas localidades dos distritos de Maxixe, Morrumbene e Massinga, oferecendo assim esperança a milhares de moçambicanos.

“O nosso maior alvo são as crianças, mulheres grávidas e mulheres em geral para o planeamento familiar, depois as consultas de adultos,” disse a doutora Karima Ussene, chefe das brigadas móveis no hospital de Massinga.

Para a execução desta actividade a Igreja conta com um financiamento de um pouco mais de230 mil meticais, parte dos fundos doados por Advance, para o projecto de Saúde Pública na Igreja Metodista Unida em Moçambique.

Até então, as brigadas móveis estiveram em três distritos, mas vão se expandindo pelo resto da província. Um dos pontos visitados pelas clínicas móveis foi Mabumbuza, no distrito de Massinga.

“Hoje como podem ver são poucas as mulheres da nossa comunidade que compareceram para se beneficiar destes cuidados,” disse Américo Chirindza, líder comunitário de Mabumbuza falando no encontro com o pessoal da saúde.

Mabumbuza é uma localidade no distrito de Massinga com mais de 50 mil habitantes.

“Agradecemos a igreja e o Ministério da Saúde pela parceria e provisão destes cuidados básicos de saúde para a nossa população que se encontra desprovida de hospital,” disse Chirindza mencionando também as pessoas que não se fizeram presentes naquela brigada móvel. “Para aquelas mulheres e crianças que não estão aqui, iremos aconselhá-las para que venham se beneficiar destes serviços que a igreja traz na nossa comunidade.”

O trabalho estava paralisado desde 2020, devido a falta de comparecimento massivo dos beneficiários primários nos Centros onde as brigadas se dirigiam, isso acoplado à problemática da COVID-19 e questões organizacionais por parte da Igreja.

“Devemos tomar a sério a questão do controle da saúde e crescimento das nossas crianças, bem como da mulher durante o período da gestação, sob o risco de se desenvolver algumas doenças, pondo assim em risco a sua saúde,” explicou no encontro a Reverenda Maria João Matsinhe, recém-nomeada coordenadora conferencial de saúde pública. 

A visita à comunidade de Mabumbuza teve lugar a 13 de Maio, e o encontro contou com 28 presentes, dentre líderes religiosos, comunitários, da medicina tradicional e das estruturas locais, para juntos traçarem planos que garantirão uma acção adequada e pontual às preocupações de Saúde das comunidades rurais.

Dando seguimento das actividades das clínicas móveis, em 20 de Maio, mais de 200 pessoas beneficiaram-se de consultas.

Técnico Joaquim Luís realizando teste de malária em uma paciente em Mabumbuza, Moçambique, durante a brigada móvel. Foto de António Wilson. 
Técnico Joaquim Luís realizando teste de malária em uma paciente em Mabumbuza, Moçambique, durante a brigada móvel. Foto de António Wilson.

“Os trabalhos foram caracterizados pela participação positiva de mães com crianças, mulheres grávidas, e aquelas que buscavam fazer o planeamento familiar e outros pacotes sanitários que funcionaram sem sobressaltos,” explicou Naira da Edite Mário Bule, técnica de Medicina Preventiva e Saneamento do Meio, no posto de Saúde de Muria na Massinga.

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“Esta participação sossega-nos como equipa de trabalho,’’ assegurou a Bule, para mais adiante sublinhar que “neste momento estamos fazendo a actividade de advocacia com vista a chamar mais mulheres a buscarem estes serviços, para que a presença de brigadas neste lugar não seja meramente para gastar recursos sem nenhuma produtividade.”

Continuando com sua declaração, Bule não só se pronunciou alegre pela presença de mulheres grávidas e consultas pré-natais na brigada, mas também pela observância das medidas recomendadas com vista a um parto seguro.

“Em relação às crianças, as suas progenitoras observam os calendários da vacinação e o processo de desparasitação recomendado pelo MISAU,” concluiu a Bule.

No fim dos trabalhos, a nossa reportagem interpelou algumas pessoas para colher suas sensibilidades em relação ao trabalho feito pela equipa depois das actividades neste primeiro dia.

“Se não fosse esta brigada eu não teria conseguido percorrer longa distância para chegar no Centro de Saúde de Muria devido os problemas de coluna e reumatismo,” disse Filipe Sendela, um idoso e viúvo de 75 anos de idade.

“Depois da interrupção dos trabalhos das brigadas móveis sofremos muito para encontrar estes serviços,’’ lamentou Elisa Sebastião Zunguze, membro da comunidade local. “Com o reinício, estamos muito satisfeitos. E mais satisfeitos com o espírito de entrega que se verifica aos profissionais de saúde, e esperamos que seja assim para sempre,”exprimiu Zunguzeem seu depoimento.

Isménia Alexandre Licuco, não poupou sua satisfação em relação ao trabalho prestado pela brigada. “Estou alegre porque ao meu filho foi feito tudo o que era para ser feito [...] fazemos votos de que seja assim para sempre para aliviar o sofrimento de todos os habitantes desta Localidade de Mabumbuza,”concluiu Licuco.

Na Maxixe, as brigadas realizaram seus trabalhos na localidade de Teles, Nhamaxaxa e Inhabanda, estando previsto para o distrito de Morrumbene nos dias 1 a 30 de Junho próximo, de uma forma intercalada.

 

* Wilson é o comunicador da Conferência de Moçambique Sul das Notícias Metodista Unida. Contacto com a imprensa: Rev. Gustavo Vasquez, editor de notícias, em [email protected] Para ler mais notícias da Metodista Unida, inscreva-se nos resumos quinzenais gratuitos.

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