Lágrimas de gratidão: Missouri oferece mobilidade à uma senhora, em Maputo

Um dos problemas de saúde pública que tem afetado muita gente em Moçambique, é sem sombra de dúvidas, a questão da hipertensão arterial nos adultos.

Na sociedade Moçambicana é comum ver, tanto nas zonas rurais, urbanas ou nas grandes cidades, pessoas sofrendo de AVC. Quando a pessoa se encontra neste estado, muitas das vezes não consegue falar, andar, ou trabalhar devidamente. Em muitos casos a doença leva à morte.

“Esta doença, é um fator de risco para o surgimento do enfarto, do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e é cada vez mais prevalente na África Subsaariana”, disse Cledy Marinela, jornalista do jornal O Pais.

A Iniciativa Moçambique-Missouri, mais uma vez apareceu, dessa vez para ajudar a senhora Angelina Ricardo Hele, uma senhora de 40 anos residente no Bairro da Liberdade, arredores da cidade da Matola, em Maputo. Ela recebeu uma cadeira de rodas.

Esta mãe de 40 anos que vem sofrendo com pressão arterial alta já há bastante tempo, vive agora na casa da sua irmã, como resultado de estar a sofrer de AVC e sem a possibilidade de se locomover.

“A minha irmã está assim já passam 18 anos”, disse Lúcia Ricardo, filha mais velha com quem vive Angelina Hele. “Esta doença, não permite que minha irmã se locomova ou faça o que bem desejar, pois paralisou-lhe os membros inferiores”, acrescentou Ricardo.

“Em primeiro lugar, quero agradecer a Igreja por ter-me ajudado com este meio de mobilidade”, disse Angelina Hele, a beneficiária. “Com esta cadeira de rodas, já poderei movimentar-me dum ponto para outro dentro de casa ou mesmo no quintal com maior facilidade, o que não podia fazer antigamente”, acrescentou a Hele.

“Agradeço do fundo do meu coração a Missouri e ao Ezequiel Nhantumbo que coordenou esta doação de cadeira rodas. Faltam-me palavras para expressar o meu sentimento neste momento, mas só Deus é que sabe e vê o quão estou muito satisfeita por este gesto”, concluiu a Hele.

“Hoje é um dia grande e de muita euforia, quando testemunhamos este ato generoso e social da entrega de uma cadeira de rodas à nossa irmã Angelina”, afirmou Virgínia Aminosse, guia da Igreja Local de Galileia. “Temos também que agradecer aos líderes da Igreja e em particular da Mozambique Initiative, pela generosidade e por terem se

lembrado que em Moçambique existem pessoas que sofrem e precisam da nossa ajuda”, concluiu a Aminosse.

Falando deste ato tão humano e generoso, o pároco daquela área expressou-se: “Quero em nome do Cargo Pastoral e em meu pessoal, agradecer a vossa vinda, o gesto demonstrado a nossa irmã Angelina Hele, sabido que a condição de mobilidade dela é complexa,” disse o Rev. Uinge Guirruta, pastor do Cargo Pastoral da Liberdade – Maputo.

A hipertensão arterial em Moçambique é uma doença crónica, silenciosa e mortífera. Por ser silenciosa, muitos dos que dela padecem, não tem o conhecimento disso nem mesmo a noção de como se precaver.

“O ato que acabamos de testemunhar é parte do cumprimento do que Deus manda fazer, que é de ajudar os necessitados como ela, nesta condição muito precisa de enfermidade. Gostaria de agradecer aos irmãos da Conferência de Missouri, por terem respondido positivamente ao grito de socorro e a partir de hoje, a mama Angelina vera o seu dia-a-dia sob uma nova perspectiva”, concluiu agradecendo o Rev. Uinge.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde de Moçambique, 4 em cada 10 moçambicanos são hipertensos.

“Este, é um ato humanitário e que é característico da Mozambique Initiative”, disse Ezequiel Marcos Nhantumbo, coordenador da parceria Moçambique - Missouri, que falava para nos em Maputo. “O ato de bem servir as pessoas carenciadas como a mama Angelina Hele, é uma premissa orientadora da parceria”, enfatizou Nhantumbo.

“Esperamos que de agora em diante, a sua mobilidade esteja facilitada no seio do convívio familiar, e mesmo quando chegarem aqueles dias em que deva ir ao hospital ou igreja”, concluiu Nhantumbo.

A beneficiária ficou tão emocionada ao receber a cadeira de rodas que, depois de ser ajudada a sentar-se nela, não lhe faltaram lágrimas de gratidão.

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