Em tempos de COVID-19: Escolas Metodistas não cruzam os braços na educação das crianças

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A evangelização e educação na Área Episcopal de Moçambique têm sido um dos grandes veículos para a proclamação do evangelho através de palavras e obras, bem como por esperança para todas as camadas e, em particular, para as crianças e jovens.

´´A educação em África, e particularmente em Moçambique, constitui a esperança para a criança Africana. Infelizmente esta continua sendo escassa até este século 21”, disse a Revda. Olga Maria Raimundo, directora da Escola Comunitária Metodista Unida Tsalala.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique, os índices de analfabetismo no país rondam cerca de 45% com uma população estimada em 29 milhões de habitantes.

Agentes de Polícia de Trânsito que estiveram no acto de abertura do ano lectivo 2020, onde deram palestra sobre a segurança rodoviária. Matola, foto de Mércia Mondlane.
Agentes de Polícia de Trânsito que estiveram no acto de abertura do ano lectivo 2020, onde deram palestra sobre a segurança rodoviária. Matola, foto de Mércia Mondlane.  

´´Embora estamos em quarentena e observando o distanciamento físico e social, os nossos alunos recebem materiais e exercícios preparados pelos professores, e os pais e encarregados de educação vêm buscar para que seus educandos estudem estando em casa´´, disse Raimundo.

Questionada sobre a área geográfica que a escola serve e o universo de estudantes que assiste, a Reverenda Olga afirmou que a escola é como igreja. "Assim, nós servimos uma grande área geográfica. Vêem aqui alunos dos bairros da Liberdade, Malhampsene, Machava, Tchumene, Mulotane, Matola e Mussumbuluko, e neste momento contamos com um universo de 585 alunos assistidos por 18 professores´´, afirmou.

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A Comunitária Metodista Unida Tsalala tem 11 salas e tem sonho de crescer para poderem responder a demanda dos bairros que actualmente servem.

“Durante este período de pandemia, temos usado também as plataformas de WhatsaApp, e  em algumas vezes os nossos professores respondem a chamadas telefónicas para esclarecer algumas dúvidas pontuais que são apresentadas pelos alunos”, explicou Raimundo.

´´Os métodos que actualmente usamos para assistir os nossos estudantes, são os possíveis dada a realidade social e financeira das famílias Moçambicanas”.

“Entendemos que nem todos os pais e encarregados têm acesso ao WhatsApp, ou mesmo têm megabytes para baixar os conteúdos. Mas preferimos fazer assim para garantir que, enquanto se está em quarentena, nossas crianças estudem”, frisou Raimundo.

A escola está localizada nas mediações da EN4, estrada muito movimentada.

Durante a reunião da abertura do ano lectivo, agentes da Policia de Transito (PT) foram convidados para ministrar uma palestra sobre a segurança rodoviária, pois os alunos atravessam essa via e, para a sua segurança, foi importante lembrar-lhes sobre as medidas de segurança.

Raimundo compartilhou esperam um dia poder ter as salas gradeadas, por terem um projecto em manga, para uma sala de TICs onde nossos alunos se beneficiarão das tecnologias de informação e sairão  da escola habilitados nessa área. “Se a sala das TICs estivesse operacional agora, quem sabe poderíamos já estar a usar para produzir matérias para os nossos alunos”, informou Raimundo.

A escola está abençoada com água 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana), financiada pela Conferência de Missouri, e também por energia elétrica.

Turma da Oitava Classe em plena aula em Março último antes da implementação do Estado de Emergência no Pais. Matola, foto de Rev. Olga Maria Raimundo. 
Turma da Oitava Classe em plena aula em Março último antes da implementação do Estado de Emergência no Pais. Matola, foto de Rev. Olga Maria Raimundo.

´´Como temos energia, a médio prazo poderemos leccionar o curso nocturno porque há pais que trabalham que gostariam de continuar com os seus estudos, mas a segurança do local deve ser salvaguardada.´´

A escola ressente-se do atraso de pagamento das mensalidades por parte dos pais e encarregados, facto que dificulta o cumprimento de alguns planos da área Comunitária.

´´Agradecemos a Conferência de Missouri que financiou-nos no furo de água e na compra de 200 carteiras. Nossos alunos não sentam no chão. Agradecemos também a General Board of Global Ministries (GBGM), que financiou os trabalhos da construção das quatro salas de aula, o bloco administrativo e as casas de banhos´´, finalizou Raimundo.

*Sambo é o correspondente lusófono em África das Notícias Metodista Unida.

Contacto com a imprensa: Vicki Brown, editora de notícias, [email protected] ou 615-742-5469. Para ler mais notícias da Metodista Unida, inscreva-se nos resumos quinzenais gratuitos.

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