Parceria com as mulheres metodistas de Portugal

Portugal é uma nação do sudoeste da Europa, com o Oceano Atlântico Norte fazendo fronteira a sul e oeste, e a Espanha fazendo fronteira a norte e a leste. Hoje, 81% dos 10,35 milhões de cidadãos portugueses afirmam que o catolicismo romano é sua religião. De acordo com o Conselho Metodista Mundial, os membros da Igreja Metodista Portuguesa são 2.000 pessoas.

A Federação Portuguesa de Mulheres Metodistas, com apoio das Mulheres Metodistas Unidas, oferece muitos programas que enriquecem as comunidades, incluindo programas pré-escolares e de pós-escola, artesanato, um acampamento anual de verão para membros aposentados da comunidade, uma escola dominical, um final de semana de aprendizagem que acolhe todas as crenças cristãs, e bolsas para jovens mulheres e meninas continuarem a escola.

“Nossos projetos são essenciais para ajudar as mulheres jovens em seus estudos e ajudar outras mulheres a crescerem em suas relações com Deus e com outras mulheres”, disse a diaconinsa Emilia Linhares, coordenadora da Federação.

Arca de noé

A Arca de Noé, um programa de pré-escola e pós-escola, começou em 1995. Localizado em um bairro de baixa renda de Braga, é um programa abrangente que aceita crianças de famílias de todos os níveis socioeconômicos e oferece uma escala de pagamento baseada na renda de cada família. Atualmente, existem 54 crianças nas classes de creche, pré-escola e jardim de infância. Além disso, 34 crianças em idade escolar recebem almoços, transporte para atividades escolares e após o horário escolar e ajuda para trabalhos de casa. A Arca de Noé também serve refeições para cerca de 12 idosos em suas casas e ajuda com a higiene pessoal e transporte quando necessário. Para além de oferecerem apoio salarial, a Missão dos membros das Mulheres Metodistas Unidas ajudou a pré-escola a construir instalações acessíveis e um novo recreio seguro.

O grupo de artesanato oferece um lugar para as mulheres de diferentes crenças cristãs se unirem e criarem ofícios enquanto constroem umas as outras espiritualmente. Um grupo de mulheres metodistas e católicas na pequena e montanhosa aldeia de Aguada de Cima, reúne-se bimestralmente num edifício auxiliar da igreja metodista. Durante a nossa visita, as mulheres nos convidaram calorosamente para o seu espaço de trabalho, onde tiveram suas criações exibidas em uma longa mesa. Eles trabalharam em seus projetos atuais enquanto conversavam e riam. A venda dos produtos que eles estavam criando seria usada para arrecadar dinheiro para ajudar uma jovem local com grandes problemas de saúde a pagar suas contas médicas.

O acampamento de verão para os aposentados é uma bela união de diferentes gerações e até culturas que se reúnem em Vila Nova de Gaia, um município do Porto, para brincar e aprofundar seus conhecimentos sobre o Metodismo. Mavilde Gomez, uma diaconisa na Igreja Metodista Portuguesa, lembrou com carinho dos membros das Mulheres Metodistas Unidas que visitaram o acampamento em 2017, como parte de uma Viagem Ubuntu.

“Os membros das Mulheres Metodistas Unidas juntaram-se a nós nesse verão. Eu acho que foi uma experiência muito boa para os dois lados”, disse Gomez. “Gostamos de tê-los conosco e gostamos da companhia deles. Foi muito interessante porque, apesar de as mulheres dos Estados Unidos e do grupo de Portugal não terem entendido a língua umas das outras, elas riam muito e brincavam juntas”.

Empoderando mulheres metodistas

A Federação Portuguesa de Mulheres Metodistas, com o apoio financeiro das Mulheres Metodistas Unidas, conseguiu atribuir a 19 jovens bolsas de estudo em 2018 para ajudar no ensino secundário ou universitário.

Os bolsistas também devolvem.

“Nós os envolvemos na escola dominical, no ministério da música, e temos duas ou três mulheres nos ajudando em nossa semana de verão e em nossas muitas atividades”, disse Gomez, observando a importância de oferecer oportunidades de liderança e cultivar um senso de comunidade e gratidão a Deus.

A bolsista Filipa Vierra, de 19 anos, é da pequena aldeia de Aguada de Cima. Ela gosta de tocar violão para reuniões da igreja e ajudar nas atividades das crianças. Ela também está envolvida na federação de mulheres.

Para frequentar a universidade, saiu da casa da sua família porque a Universidade de Aveiro está muito longe e não há transporte público. Vierra explicou que “as taxas na universidade são altas e a vida no centro da cidade é mais cara”.

Este é o primeiro ano em que ela recebeu a bolsa da federação. Ela usa o dinheiro da bolsa para materiais de laboratório, fotocópias, comida e outras despesas. Ela e sua mãe disseram que não seria possível para ela frequentar a universidade se não fosse pela bolsa de estudos. Vierra disse que está feliz por “esta conexão existir”. “Sem a ajuda de Deus, eu não estaria onde estou hoje”.

Anita Rodrigues trabalha em marketing numa empresa de cosmética no Porto, Portugal. Ela freqüenta a Igreja Metodista desde a infância; seus pais são muito envolvidos na igreja e sua mãe é a gerente financeira da federação. Rodrigues foi bolsista há cerca de cinco anos atrás.

“A federação feminina me ajudou com uma parte das taxas do meu curso. Fez toda a diferença, porque não consegui pagar sozinha. Foi muito importante porque me ajudaram a realizar meu sonho”.

Rodrigues ajuda a federação como tradutora e professora da escola dominical para adolescentes. Ela expressou grande alegria em ajudar muitas áreas da igreja. “Depois que consegui o diploma de marketing, meu papel na igreja mudou”, ela disse. “Eu tenho mais habilidades e pude fazer mais para ajudar a igreja”

Um projeto que Rodrigues aborda é uma campanha de divulgação por e-mail para os membros da igreja. Os e-mails apresentam oportunidades de trabalho escolhidas a dedo, bem como avisos sobre pessoas que precisam de ajuda ou podem oferecer ajuda. Isso ajuda os membros da comunidade a se ajudarem mutuamente. Ela também ajuda a planejar e liderar os cultos da igreja, fornece apoio ao bispo e é um poderoso modelo feminino dentro da congregação.

“O dinheiro que vem da Missão das Mulheres Metodistas Unidas é uma ajuda financeira bastante preciosa”, disse Linhares.

Apesar de muita adversidade e marginalização, a Federação Portuguesa de Mulheres Metodistas está a fazer uma diferença substancial na vida das pessoas que as conhecem. Seus membros tocaram cada geração com seu trabalho duro e dando espiritualmente. Isso é fortalecer indivíduos, treinar mulheres para serem líderes e inspirar suas comunidades para que a próxima geração de mulheres seja corajosa, bem preparada e generosa.

 

*Courtney Jansen é uma entusiasta de viagens que vive em Santa Rosa, Califórnia. Nile Sprague é um fotojornalista baseado em Mendocino, Califórnia. Veja mais sobre o trabalho do Nile em nilestyle.com. Este artigo foi publicado originalmente em 7 de julho de 2019. Para ver a publicação original, abra aqui.

**Sara de Paula é tradutora independente. Para contatá-la, escreva para IMU_Hispana-Latina @umcom.org 

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